QUE SITUAÇÃO: Suspeito de matar garçom em trem teve relacionamento com namorada de Jairo: matéria completa


Suspeito de matar o garçom Jairo Jonathan do Carmo Pedrosa Tudes, de 24 anos, na última segunda-feira (27), dentro de um trem da SuperVia, Hugo Azevedo da Silva, de 36 anos, é ex-namorado da atual companheira da vítima. Foi o que concluiu a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), após a dona de casa Ester da Silva Calisto, de 20, reconhecer Hugo nas imagens do circuito interno da SuperVia. De acordo com os investigadores, o acusado não se conformava com o fim do relacionamento e passou a ameaçar a vítima e a ex-companheira.

— A investigação iniciou e tínhamos uma primeira linha que apontava para um namorado de uma menina que trabalhava com a vítima. Colhemos o depoimento de ambos na delegacia e durante o depoimento, chegaram os parentes da vítima, acompanhados da Ester, que é uma menina que namorava com a vítima atualmente – disse o delegado Luís Otavio Franco, da DHC, que investiga o caso. — Ela foi ex-companheira do Hugo. Eram casados, mas terminaram em fevereiro. Durante o depoimento, apresentamos as imagens do local do crime e do suspeito entrando no vagão. Quando ela viu as imagens, ela imediatamente reconheceu o Hugo. Isso aconteceu na terça.

Segundo o policial, a especializada apreendeu as roupas que o suspeito usava na tarde do crime: um tênis azul, uma calça jeans preta, a mochila usada para guardar a arma e, inclusive, uma fita azul que ele teria usado para tampar uma câmera do vagão do trem.

— Esse conjunto probatório, do reconhecimento feito pela ex-companheira e o do material apreendido, robusteceu o nosso pedido de prisão temporária. O inquérito ainda não finalizou. Mas, não há dúvidas que o Hugo é o autor do disparo. Nesses 30 dias vamos procurar ouvir outras pessoas e, principalmente, tentar apreender a arma usada no crime — disse o delegado.

'Eu sei quem é ele'

Namorando Jairo há cerca de três semanas, a dona de casa Esther da Silva Calisto, 20, contou que não imaginava que o criminoso seria o seu ex-marido, com quem se relacionou por cerca de dois anos e tem uma filha. Ela lembra que assim que viu as imagens das câmeras de segurança passou mal e chegou a desmaiar.

A partir do momento que eu vi as imagens, falei: “É ele, Priscilla (tia do rapaz). Ela me perguntou se eu tinha certeza e disse que sim. Eu sei quem é ele. Por conta do impacto, de ter visto a morte, eu desmaiei — conta a dona de casa, que não acreditava no pior, após as diversas ameaças. — A gente nunca acredita que alguém vai ter coragem de matar a outra pessoa. Mas, ele era agressivo, ciumento, eu já tinha registrado um boletim de ocorrência contra ele na Lei Maria da Penha. Mas, ele insistia nas ameaças. Ele procurava justificativas para as ameaças, após a separação.

Para o delegado Luís Otavio, “não há dúvidas que o crime foi planejado”.

— Foi planejado, premeditado. Ele sabia o horário que a vítima ia trabalhar, o local onde ele pegava o trem e o trajeto que fazia. Foi um crime de ódio, um crime passional — destacou o policial.

FONTE: JORNAL EXTRA

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